Mercado da soja tem ritmo lento de negócios e preços variam entre regiões do país

O mercado brasileiro da soja registrou ritmo lento de negociações nesta terça-feira (7), em meio à combinação de preços considerados pouco atrativos e baixa participação dos agentes. A avaliação é de que o cenário segue travado, sem estímulos suficientes para que os produtores avancem com maior força na comercialização.

Segundo a análise de mercado publicada pelo Canal Rural com base em informações da Safras & Mercado, nem mesmo a queda dos contratos em Chicago, a leve alta do dólar e a estabilidade dos prêmios conseguiram impulsionar os negócios. Com isso, o dia foi marcado por cautela, baixo volume de ofertas e pouca disposição de vendedores e compradores para fecharem operações.

A percepção entre os agentes é de que os produtores seguem buscando melhores oportunidades, sobretudo nos portos, mas ainda sem avanços relevantes. O resultado foi um mercado enfraquecido, com negócios pontuais e sem lotes expressivos negociados ao longo do dia.

Entre as principais praças acompanhadas, os preços permaneceram estáveis na maior parte das regiões. Em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, a saca foi mantida em R$ 124,00, enquanto em Santa Rosa ficou em R$ 125,00. Em Cascavel, no Paraná, o valor seguiu em R$ 120,00. Já em Rondonópolis, no Mato Grosso, a cotação permaneceu em R$ 110,00, e em Rio Verde, Goiás, em R$ 109,00. Em Dourados, no Mato Grosso do Sul, houve recuo de R$ 112,00 para R$ 111,50. Nos portos, Paranaguá e Rio Grande mantiveram referência de R$ 130,00 por saca.

No mercado internacional, os contratos futuros da soja encerraram o pregão em queda na Bolsa de Chicago, pressionados por liquidação de posições e ajustes de carteira. O setor também acompanha o conflito no Oriente Médio e aguarda o relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para quinta-feira, 9 de abril.

As expectativas do mercado apontam para uma leve redução nos estoques de passagem dos Estados Unidos na safra 2025/26, de 350 milhões para 348 milhões de bushels. Já os estoques globais devem subir para 125,5 milhões de toneladas. Para a produção sul-americana, a previsão é de pequeno ajuste na safra brasileira, de 180 milhões para 179,8 milhões de toneladas, enquanto a estimativa para a Argentina deve avançar de 48 milhões para 48,1 milhões de toneladas.

Na CBOT, o contrato de maio fechou cotado a US$ 11,58 1/4 por bushel, com queda de 0,72%, e o de julho recuou 0,73%, para US$ 11,74 1/2 por bushel. Entre os derivados, o farelo caiu 1,51%, para US$ 311,80 por tonelada, enquanto o óleo recuou 0,32%, a 69,72 centavos de dólar por libra-peso. No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,14%, cotado a R$ 5,1545 para venda.

Fonte: Canal Rural