Oferta limitada de animais mantém boi gordo valorizado e pressiona frigoríficos

A oferta restrita de animais para abate continua sustentando os preços do boi gordo no mercado físico brasileiro. Em várias praças do país, o cenário tem mantido as escalas de abate mais curtas, o que dificulta a atuação da indústria frigorífica e já provoca ajustes no ritmo de produção.

Com menos animais disponíveis, frigoríficos vêm reduzindo o volume de abates e, em alguns casos, já avaliam até a concessão de férias coletivas em determinadas unidades. Mesmo diante desse ambiente, ainda são registrados negócios pontuais acima da média de referência, reforçando a firmeza das cotações no mercado.

No cenário externo, o setor acompanha com atenção o avanço da cota chinesa, considerada um fator importante para o desempenho das exportações de carne bovina ao longo da temporada. A avaliação de mercado é que um eventual esgotamento rápido dessa cota pode gerar maior dificuldade para o setor no terceiro trimestre.

Entre os principais estados produtores, São Paulo apresentou referência média de R$ 366,75 por arroba do boi gordo a prazo. Em Goiás, a média ficou em R$ 351,43, enquanto Minas Gerais registrou R$ 352,65. No Mato Grosso do Sul, a arroba foi indicada em R$ 359,66, e no Mato Grosso, em R$ 363,04.

No atacado, os preços da carne bovina seguem estáveis, mas o mercado trabalha com expectativa de reajustes no curtíssimo prazo, impulsionados pela entrada dos salários na economia e pela reposição entre atacado e varejo. Ainda assim, proteínas concorrentes, especialmente a carne de frango, continuam limitando altas mais intensas neste início de semana.

Os cortes no atacado foram cotados em R$ 27,50 por quilo no quarto traseiro, R$ 22,00 no quarto dianteiro e R$ 20,00 na ponta de agulha. Já o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,14%, negociado a R$ 5,1545 para venda.

Fonte: Canal Rural